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É impossível falar de Cristo sem falar de Maria,

e também é impossível falar de Maria sem falar de amor.

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   www.nossasantamae.com.br/Por Cristo_vs11.pdf

 

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   www.nossasantamae.com.br/3._DEVOÇÃO_AO_IMACULADO_CORAÇÃO_DE_MARIA___MEDITAÇÃO.pdf

 

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“Por Cristo, com Cristo e em Cristo

 

Demétrio Antunes Bassili

 

Os artigos encontrados a seguir foram escritos por quem, mesmo sem merecer, conhece, assim como muitos, emocionalmente a grandeza do amor de Jesus Cristo e de sua Mãe, Maria Santíssima. Os textos têm por objetivo criar na vida do leitor o hábito, caso não o possua, de meditar a respeito de alguns assuntos que abrangem o mundo católico sob a perspectiva do amor gratuito. Nesse sentido, igualmente possuem o propósito de destacar a importância da Eucaristia e da devoção a Santa Maria por este mesmo olhar desinteressado e incondicional.

 

Em relação ao conjunto de artigos, em sua maioria, os relevantes elogios ao Santíssimo Sacramento e à prática da devoção a Santa Rainha também são, propositalmente, repetidos, a fim de que o leitor, por meio da reincidência, tenha a certeza de que esses dois indescritíveis presentes divinos são de extrema importância para a manutenção dos valores que Cristo deseja que fielmente guardemos em nossos corações.

 

A expressão “por outro lado” e as conjunções: “mas”, “porém”, “entretanto”, entre outras, foram também muito utilizadas nos artigos, visto que possuem a função de indicar uma “outra perspectiva”, induzindo o leitor a refletir a respeito dos possíveis caminhos, sem a imposição de um sentido obrigatório específico, apesar de haver apenas uma correta trilha. Mesmo assim, na condição de falíveis, a liberdade de pensamento para a tomada de decisão é, portanto, uma das maiores virtudes dos filhos de Deus, na medida em que fomos criados para o amor e para a única verdade divina que, por sua vez, não faria sentido se não estivesse carinhosamente abraçada ao dom de sermos, de fato, livres.

 

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“Eu vim ao mundo como luz, para que

todo aquele que crê em mim não

permaneça nas trevas”

(João 12, 46)

 

Se fizéssemos uma representação simbólica, utilizando

somente os princípios da ótica e elementos da geometria,

a respeito do início da história de Jesus Cristo na Terra,

a Santíssima Virgem Maria seria um importante,

perfeito e precioso Prisma de Cristal, que ao receber

a celestial luz branca do Espírito Santo, gera

sete belas e brilhantes cores essenciais.

 

Entre elas, três são fundamentais, observadas no vermelho,

verde e azul, que representam o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

As quatro cores restantes também notadas, mesmo que da mesma

forma essenciais, poderiam surgir em consequência da combinação,

em intensidades diferentes, das fundamentais citadas. As restantes

retratam a Humildade, a Misericórdia, a Caridade e a Salvação.

As sete cores indicam estruturalmente a presença

do Filho de Deus, o Menino Rei, o nosso Irmão.

 

Em seguida surge a pergunta: “E o Amor ?

Qual das cores representa o Amor ?”.

 

O Amor é a união de todas as sete cores, observado

originalmente na luz branca procedente do Espírito Santo,

que encontrou no incomparável e incontável tesouro representado

pelo imaculado Prisma de Cristal: o respeito, a humildade,

a bondade, o cuidado, a tolerância, a confiança e outras

várias características necessárias para gerar,

criar e acompanhar Aquele que é a razão de tudo.

 

Louvados sejam Jesus e Maria

 

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 “Fazei de nós um só corpo e um só espírito”

 

As grandes e, até, imensas dificuldades da vida existem e não entendemos de modo completo o porquê, pois se trata de um mistério que nossa inteligência não consegue compreender em todas as suas características. Entretanto, o autêntico amor divino dentro de nós, guardado de forma humilde, despretensiosa e verdadeira em todos os seus detalhes é capaz, como consequência, porém, não, o motivo, de nos fazer aceitar os indesejados obstáculos sem questionar a existência deles, mesmo que estando, nesse momento, fazendo o máximo para resolvê-los.  A aceitação da vida como ela é resulta do conhecimento pleno de uma única informação: a de que Maria Santíssima e seu filho, Jesus Cristo, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, em sua unidade, nos amam de forma admirável, indescritível. Não assimile essa afirmação sob a perspectiva da possibilidade de obter ganhos, contudo inter-nalize a informação focando apenas no próprio sentimento, sem passar pela razão, por outro lado, somente pelo coração. Esse é o amor verdadeiro que não deixa espaço para a alternativa de ser caracterizado como um investimento visando retorno, mas aquele nos faz apenas pensar no que pode ser doado através dele sem interesse algum, movido unicamente pelo autêntico sentimento que lhe foi proporcionado pelo lado divino, o sentido da vida.

Quanto mais longe estivermos da verdade de Jesus Cristo, mais cuidadoso e atento Ele estará para conosco, e tudo isso por amor. Não existe humildade maior do que a divina. Para esse amor estar presente em seu espírito, basta você deixá-lo entrar. O grande sentimento não habitará em sua alma caso não esteja receptivo a ele, tendo em vista que além de amá-lo(a), toda divindade lhe dedica um grande respeito e não invade sua vida.

As pessoas de forma geral buscam a felicidade. Ela, porém, é um estado baseado no que essas próprias identificam como tal de acordo com suas experiências e também com base em uma inteligência finita. Por outra ótica, existe algo infinitamente maior do que a felicidade como a conhecemos, que se identifica no amor despretensioso, desinteressado e sincero que Deus possibilita a todos nós. Esse é o amor com características divinas que nós podemos possuir, porque somos irmãos de Jesus Cristo. O adequado é guardarmos esse presente de modo correto, ou seja, não por conta do nosso interesse original pela felicidade, entretanto porque nascemos para viver a verdade, estando felizes ou não. A felicidade é apenas um magnífico detalhe, todavia o amor incondicional, de doação, é Deus. Através de nossa inteligência humana se torna difícil compreender isso, uma vez que a razão segue os princípios da lógica como a conhecemos e sempre sob o olhar que cerca apenas o conjunto dos vários padrões convencionados no mundo que utilizamos para cada assunto, com o objetivo de sempre levarmos vantagem. Apenas nosso coração tem condições de entender o que é impossível de ser colocado em palavras. O amor despretensioso tem muito mais a ver com a essência do ser humano do que a felicidade como comumente a identificamos. Esse amor é capaz de nos proporcionar a sensação de que tudo está explicado, mesmo não estando, sob a perspectiva humana, racionalmente.

Esse autêntico amor fez Maria aceitar a sua missão, sendo também o responsável por Deus enviar o seu Filho para ser sacrificado pelos nossos pecados. Condições também foram dadas por esse sentimento para Cristo superar todas as várias tentações durante sua passagem por este mundo. A felicidade que conhecemos neste planeta não é a mesma do plano superior, pois no paraíso ela surge em consequência da ampla comunhão fraterna e, não, do restrito bem-estar consciente. Em outras palavras, na presença do Criador existirá a felicidade também no nosso inconsciente, a qual podemos chamá-la de “santa felicidade”, visto que, em comparação, no atual momento desta vida temporária contamos somente com a do consciente, porque somos imperfeitos. O nosso inconsciente atual contém frustrações, carências e angústias que impedem a existência dessa felicidade que obteremos na vida eterna, como fruto do amor divino no qual deseja essencialmente o completo bem-estar integrado de todos os corretos e abençoados filhos do Criador; desejando, ao mesmo tempo, o profundo arrependimento dos que praticam o mal no planeta, e orando para que os novos filhos das futuras gerações não se percam no caminho contrário à salvação, na medida em que teremos a clara comprovação de que somos um só espírito, em Cristo, Nosso Senhor. A “santa felicidade” é fruto do “santo amor”. Nesse momento em especial, no paraíso, perceberemos que o nosso inconsciente se tornará consciente e, como consequência, o coração e a razão serão um só. Este será um dos sinais de que atingimos, sem ambição, a perfeição procedente da incomparável luz do Espírito Santo, totalmente isentos de orgulho, convictos de que o mérito não será nosso, mas de quem criou a vida e a nos deu de presente. Por amor, ainda neste mundo, Deus generosamente nos direciona para que possamos fielmente optar pela salvação, permitindo-nos escolher por evoluir de forma humilde e despretensiosa para possuirmos no futuro esse glorioso entendimento completo, através da maravilhosa atual presença palpável de seu próprio Filho, por meio da Eucaristia. Por esse relevante motivo encontramos, no universo católico, na oração eucarística da santa missa, o seguinte desejo: “Fazei de nós um só corpo e um só espírito”.

 

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UMA MÃO NÃO LAVA A OUTRA

 

Quando fazemos uma promessa a Nossa Senhora, por exemplo, estamos sem querer estabelecendo uma espécie de contrato. Nesse comprometimento está contida uma cláusula condicional, pois assim que obtenhamos a graça, realizaremos o que foi prometido; por outro lado, nada faremos do que foi detalhado em caso contrário. A maioria dos devotos até utilizam o verbo “pagar” em substituição a “realizar”. De certa forma, mesmo sem perceber e na melhor das intenções, nessa situação está presente uma relação com algumas características comerciais. Esse vínculo contratual foi criado unilateralmente. Maria não exigiu nada em troca pela futura demonstração do seu materno amor intercedendo a Jesus.

Em qualquer comunicação por meio de oração, não devemos impor condições no conteúdo da prece. Onde há o verdadeiro amor, não há alternativas, tendo em vista que ele é incondicional. Em caso de prometermos algo a Ela, devemos efetivar o compromisso de modo independente ao que acontecerá no futuro, entretanto nem é necessário fazermos promessas. Alguns dizem que é prova de amor o ato de pagá-las, mas a verdadeira comprovação de amor que se pode dar a Santa Rainha é chamando-A de Mãe com a voz do coração e nunca estabelecer condições pela criação de dois caminhos possíveis a serem seguidos. Existe apenas um caminho e, esse único, leva o fiel diretamente aos pés d’Ela onde haverá a união entre Mãe e filho(a).

A qualquer momento, caso tenhamos vontade de oferecer um sacrifício a Maria Santíssima, ele será muito bem recebido por Ela, principalmente se não estiver associado a nenhuma vantagem pessoal que possamos receber ou tenhamos já recebido. Esse é autenticamente um sacrifício de louvor motivado pelo verdadeiro amor.

Na hora de agradecer a realização de um pedido, proceda corretamente: seguindo o Caminho, permanecendo na Verdade e respeitando a Vida com a nítida consciência de que o sangue de seu Filho corre efetivamente nas veias do coração por consequência da possibilidade da Eucaristia, nutrindo a alma com os valores do Espírito Santo a todos que buscam esse sacramento.

Quando seguimos o modelo de vida que possuiu Maria, descobrimos que o verbo “agradecer” não tem a ver com “pagar” ou “compensar”, mas, sim, que está em comunhão com o verbo “amar”. O nosso agradecimento deve ser oferecido pela procura do destino que Deus traçou para nós, em oposição, em certos casos, ao que planejamos individualmente. Nessa análise, não tenhamos medo de abandonarmos o nosso projeto pessoal, tendo em mente que o estipulado pelo Criador está, com certeza, enraizado no amor. A liberdade para optar por onde seguir existe porque Deus nos ama. A salvação é uma realidade criada para nós e nesse momento compreendemos, então, que a respeito desses assuntos, uma mão não lava a outra, mas, em Cristo, um coração ama o outro.

 

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A CULTURA DA COMPETIÇÃO

 

Estruturalmente fomos criados por Deus para a competição. Assim como muitos seres vivos, possuímos, entre outros, o instinto de sobrevivência e o da perpetuação da espécie. Os homens competem entre si pelo poder, pois, acumulando garantias, asseguram a sua sobrevivência e também as condições necessárias para sustentar e proteger seus filhos, caso existam. Da mesma forma, a partir dos mesmos instintos, as mulheres competem entre si com a característica principal associada à aparência. Quanto mais atraente for a mulher, maior será a probabilidade de conquistar um companheiro que julgue adequado no caminho da geração e criação dos descendentes. Os instintos citados estão presentes em todos os animais, incluindo nós, os filhos de Deus. Entretanto, nota-se que é justamente nesse ponto onde reside a maior distinção entre os animais racionais e irracionais. Em relação a esse assunto, a principal diferença, então, não se encontra na inteligência, como muitos afirmam, porque o fato de possuirmos um espírito é o que nos torna especiais. A ciência diz que o homem nasceu para competir porque faz parte do mundo animal, mesmo que essa competição possua regras, portanto, civilizada. Por outro ângulo, a partir da perspectiva divina, não devemos competir, fazendo o máximo para conter as informações procedentes de nossos genes que nos empurram nesse sentido. Então fazemos a pergunta: “Por que Deus Pai nos criou com esses instintos que nos fazem competir?”. Ele nos criou dessa forma para que o espírito, por meio do amor, supere a matéria, sendo a fonte dos desejos triviais do mundo. Essa é uma tarefa difícil, na medida em que os instintos fazem parte da essência do ser humano, tendo como meta forçá-lo à realização de seus objetivos, surgindo, nesses momentos, as tentações. Existe a tentação específica para superar o próximo através da competição a fim de ganhar poder para conquistar algo. Outro tipo de tentação pela competição tem como alvos intermediários o prazer e o bem-estar contínuo consequente de uma relação afetiva, pois se baseia na conquista pela sedução. Nesse último caso existem dois indivíduos do mesmo sexo competindo pela conquista de outro do sexo oposto. Os alvos citados anteriormente foram identificados como interme-diários, já que o alvo principal é manter a perpetuação da espécie, permanecendo sempre oculto.

Deus enviou Jesus Cristo para nos ensinar a não competir. Informações de como, e por qual razão, devemos cooperar também foram fornecidas. Ele também nos demonstrou por meio do perdão que precisamos amar, tendo em vista que é impossível cooperar de forma sincera e desinteressada sem esse sentimento. Contudo, o ato de competir, que já existia no mundo desde Caim e Abel, fez com que rejeitassem e crucificassem o próprio Filho de Deus. Em outras palavras, Jesus queria que aprendêssemos a fazer com que a alma superasse as tentações como Ele superou, nos permitindo sem limite a divina misericórdia para todos os casos em que não conseguíssemos desde que estivéssemos convictos do erro, no propósito de não mais falhar; e também colocando em prática, de forma saudável na limitada esfera que abrange as nossas possibilidades, os seus importantes exemplos de amor. Ele fez tudo isso para nos livrar dos pecados, até chegando ao ponto de provar radicalmente o seu infinito e incomparável amor, ultrapassando muito dolorosamente seus limites materiais, permitindo-se ser cruelmente morto de forma humilhante. O nosso divino Irmão morreu para que sempre tivéssemos vida e também não sofrêssemos em tempo algum, nos indicando o modo de como devemos proceder para nos situarmos ao lado de sua verdade. Nesse pensamento devemos caminhar, uma vez que essa é a conversão que nos distancia do pecado, aproximando-nos cada vez mais do Criador. Assim, Ele não nos concedeu o dom da vida para sermos sempre humanos e pecadores. O nosso destino é a santificação. Em consequência do poder divino poderíamos ter sido criados já perfeitos, entretanto nós não teríamos identidade, porque seríamos, por exemplo, como robôs prontos a cooperar e fazer o bem, isto é, seres hipnotizados em sua verdade. Dessa forma, não teríamos a liberdade para optar pela evolução do espírito, onde encontraremos do significado da palavra amor. No momento em que isso acontece, entendemos quem é Deus. Por esse motivo não nascemos prontos, mas imperfeitos de propósito para competirmos e pecarmos por egoísmo, caso não vivermos a verdade contida no amor do Criador, presente de forma inconsciente em cada ser humano, porque somos seus filhos, irmãos e semelhantes, formando uma grande comunidade criada pelo céu para o amor. Esse assunto é, ao mesmo tempo, muito simples e, em mesma escala, difícil de ser vivenciado, em razão do pecado. Cristo veio ao mundo para nos ajudar a trazer essa verdade à tona, passando de inconsciente para consciente, visto que já nascemos com todo o entendimento.

Em uma competição, sempre que vencermos haverá perdedores diretos e indiretos, sendo que, dentro do coração de ambos os lados está residente o Filho do Altíssimo. Esse motivo nos coloca na triste posição de estarmos fazendo os nossos irmãos, em Cristo, perderem e terem prejuízos. Mesmo que unidos, somos incapazes de mudar o mundo de uma hora para a outra, entretanto podemos fazer o que estiver ao nosso alcance e Deus sabe disso. Na realidade de nossa cultura, imaginando a hipótese de que, em suas vidas profissionais, somente poucas pessoas parassem de competir, com certeza estas possuiriam, então, alguns problemas no que se refere à perda de oportunidades. Observando de outro modo podemos, no que for possível, evitar a competição e exagerar na cooperação através da criatividade e sensibilidade aplicadas a cada caso específico. Esse modo de pensar deve abranger, igualmente, a vida pessoal de cada um de nós. Jesus e Nossa Santa Mãe estão nos abençoando a todo momento com informações que nos direcionam para o amor e a cooperação. A caridade direta ou indireta de modo clínico, psicológico, material ou operacional desti-nada aos menos favorecidos é a forma mais santa de cooperação.  O mundo despreza essas informações e faz questão de girar no sentido oposto, porque formalizou a cultura da competição. O esporte, por exemplo, deveria ser destinado somente ao ganho de qualidade de vida, ao lazer e a saúde. A prática esportiva, entre filhos de Deus, não deveria estar associada à competição ao pé da letra, contendo, em muitos casos, excessiva seriedade em sua administração, causando rivalidade até mesmo em confrontos teoricamente “amistosos” entre cidades ou países. Os jogos organizados formalmente, mesmo que estruturados em grupos de pessoas formados por times, não desenvolve o espírito de equipe como deveria, por outro lado, alimenta principalmente o de competição, gerando inveja. O quadro se torna exageradamente mais competitivo quando envolve o lado comercial, por meio de jogadores profissionais que não farão apenas o possível, mas o impossível para vencer, na medida em que suas mentes foram programadas para isso, incluindo a cobrança de uma gigantesca torcida que financia essa máquina de competição. As partidas esportivas, em várias modalidades, são adequadas quando formadas por times de amigos que não visam obsessivamente a vitória, entretanto possuem como objetivo principal o equilíbrio do corpo e da mente a todos em conjunto. Na tranquilidade dessa estrada está a cooperação, sendo ela a responsável por desenvolver o espírito de união. Quando usamos a expressão: “O importante é competir”, estamos ainda, de certo modo, vinculados à necessidade de ganhar, porque o verbo “competir”, por definição e razões culturais, nos traz a mente apenas o símbolo da vitória. Desse modo, o mais coerente é afirmar: “O importante é cooperar para vencer unicamente os obstáculos, sem haver perdedores diretos ou indiretos em qualquer tempo e local”. Do mesmo modo, existe o termo “competição saudável” como dizemos por costume, que caminha em paralelo ao significado da palavra “cooperação”, porém raramente encontramos fiéis exemplos no mundo que identificam esse termo, tendo em vista que mesmo com o acréscimo da palavra “saudável”, ainda existe, equivocadamente em muitos casos, a busca incon-dicional pela vitória. Toda procura incondicional é obsessiva, contudo a busca saudável é aquela que permite a derrota, visto que a meta é conquistar uniformemente o equilíbrio próprio e dos indivíduos envolvidos. A humani-dade, por conta do sistema capitalista desorganizado, não tem interesse em evoluir em meio a competições saudáveis, mas espera somente vencer através de confrontos que destroem. Por essa razão, em nossa mente, a palavra “competição” está fortemente atrelada a “confronto”, porque a sociedade decidiu e atua com rigor dessa forma. Em consequência, o mundo sempre esteve em crise por causa da concorrência e da discórdia. Até mesmo de forma embutida nos acordos de cooperação entre países, para resolver os problemas da crise econômica, ambiental, entre outros assuntos, encontramos a competição em sua forma negativa. As nações, os estados, as cidades e até os vizinhos de residência competem, porque se deixaram dominar pelos instintos. Ninguém é melhor do que ninguém e devemos somar os nossos talentos, uma vez que somos um só corpo em comunidade. Nós somos células de um grande organismo. As células que vivem em conjunto não devem competir, mas cooperar entre si.

Devemos continuar seguindo os instintos, porém gerenciados pelo espírito para que sejam controlados. No mundo em que vivemos observamos claramente que quase tudo se baseia na competição. Deus é tão generoso que nos concedeu dois modelos a serem seguidos: o primeiro é observado no seu próprio Filho e a segunda referência é notada em quem possibilitou que Ele viesse ao mundo, sua Mãe Santíssima. Ao menos, no momento em que tornamos real em nossos corações, internalizando de forma consciente, o sacramento da Eucaristia, façamos um exercício de desintoxicação, pois esse procedimento livra o nosso espírito da compulsão pela competição e nos faz mergulhar no universo da cooperação. Nesse instante estamos em outro patamar em que ouvimos Jesus nos chamando de irmãos e a Santa Rainha nos chamando de filhos. Evidências positivas são notadas nessa trilha de forma nítida, em que o espírito, então, está superando a matéria e o objetivo de nossa vida para este mundo está sendo aos poucos alcançado. A velocidade em que atingiremos a plenitude do adequado entendimento depende da nossa própria vontade, sendo consequente de nossa fé e esperança. Portanto, tenhamos a motivação para orar com o propósito de pedir ao Criador que sempre mantenha viva e fortalecida, em primeiro lugar, a fé que possuímos. Do nosso lado, com muitos incentivos presenteados por meio de claros sinais, estará Cristo e a Santa Maria nos auxiliando nessa caminhada, visto que somos uma grande família criada por Deus em seus mínimos detalhes, incluindo, antes de tudo, o amor.

 

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POR INTERMÉDIO DE MARIA

 

Quando dizemos que alcançamos alguma graça por intermédio de Nossa Senhora junto ao seu Filho, no sentido de “intercessão”, devemos ter a consciência de que essa expressão, dita, então, com a utilização da palavra “intermédio”, possui um significado infinitamente maior. Há aproximadamente vinte séculos fomos generosamente presenteados pelo Criador com o próprio Cristo, a maior graça que a humanidade poderia receber, possuindo a forma humana por intermédio da sempre Virgem Maria. Nesse segundo modo de interagir, Ela não foi ao seu encontro como na outra perspectiva, entretanto fez muito mais, se responsabilizando por trazê-Lo do Céu, a partir da luz do Espírito Santo com todo cuidado e amor que o Filho de Deus merece.

No ventre de Maria Santíssima, durante os meses da inesquecível gestação, o Sagrado Coração de Jesus nunca esteve fisicamente tão próximo ao Imaculado Coração de Maria. Ao longo desse precioso período, o oxigênio do sangue do Menino Jesus provinha do ar que sua Mãe inspirava e, a segurança que Ele possuía, procedia do indescritível amor incondicional que Ela sentia. O Altíssimo fez questão que essa incomparável materna característica fosse uma realidade. Considerada, assim, Maria, insubstituível na mais importante etapa da história da humanidade.

Deus nos ama de forma infinita, não há como medir esse amor. A escolha por Maria de Nazaré para ser a Mãe de seu Filho é uma das mais convincentes provas do gigantesco amor d’Ele para com os seres humanos. O nome de Maria poderia não estar contido nos planos do Criador, uma vez que, pela imensa criatividade divina, Jesus poderia fazer parte de nossas vidas através de outros acontecimentos, outras histórias. A suprema inteligência seria capaz disso. Por outro ângulo, como já percebido, Ele não quis, de modo algum, que a história de Cristo tivesse qualquer detalhe consequente de fatos distintos. Nossa Senhora foi a certeza de que, desde o início, a história da salvação proclamada por Jesus estava enraizada no amor.

Jesus é o elo de amor entre nós e o Pai, juntamente com o Espírito Santo. Maria Santíssima, de outro modo, entre nós e Jesus. Identifique e sinta o amor divino através do carinho que Nossa Santa Mãe tem por nós. Em outras palavras, se desejar, em um primeiro momento, verificar a principal das evidências do infinito amor da Santíssima Trindade para com a humanidade, basta olhar para um crucifixo. Cristo pregado na cruz retrata esse sentimento em forma de perdão. Similarmente, por sua vez, cercando de carinho essa evidência, mediante, então, uma nova, a imagem de Maria nos lembra que Deus quis que o perdão sob a forma humana tivesse uma Mãe, a sua própria.

Na mesma intensidade e sem qualquer restrição, a Rainha do Universo nos ama como a Jesus, nos chamando de filhos do mesmo modo, por meio de uma benção que ecoa continuamente em nosso inconsciente desde o dia em que nascemos. Para ouvirmos esse chamado, devemos nos esforçar em buscar a certeza absoluta a respeito dessa fantástica realidade, visto que sem fé não há sintonia.

No primeiro dia de cada ano é celebrada a santa missa em intenção à Mãe de Deus. A Igreja Católica, de maneira solene, posiciona essa homenagem na primeira celebração eucarística do ano, para que seja lembrada com amor nos demais dias. A Ela, que também é sua Mãe, não poderia ser dada outra demonstração de veneração maior.

Onde não há amor, não há verdade. Onde não há verdade, não há nada. Devemos agradecê-La por permitir que essencialmente a Verdade habitasse este mundo através de seu divino Filho. Nesse sentido, é impossível falar de Cristo sem falar de Maria e, também, é impossível falar de Maria sem falar de amor.

 

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MARIA: MÃE E FILHA

 

Maria de Nazaré é ao mesmo tempo Filha e Mãe do Criador. Como Deus, o Nosso Senhor Jesus Cristo é ao mesmo tempo Filho e Pai de Nossa Senhora, pois integra a Santíssima Trindade (um mesmo Deus em três pessoas distintas). Em relação às duas maneiras de amá-La, Cristo dedica uma atenção realmente especial amando-A como um pai. Isso não quer dizer que, em seu coração, não a considere como Mãe, visto que justamente por tê-La escolhido como tal e a tido efetivamente como sua protetora, que A ama e defende principalmente como a Filha destinada a ser sua Mãe.

Essa, também, é a forma de como devemos amá-La, tendo-A como nossa Filha. O amor paterno e materno aos filhos é desinteressado e protetor. Esse sentimento é despretensioso, porque não deseja nada em troca, fazendo, dessa maneira, parte da própria essência dele, fundamentado no querer-bem, desejando que nada de ruim lhes aconteça. Nós possuímos, mesmo sem perceber, a proteção de Nossa Santa Mãe em nossa vida, por outro lado, em nosso coração nós podemos, de fato, também protegê-La. O leitor pode estar neste momento fazendo um questionamento: “Como podemos protegê-La se somos imperfeitos e limitados em nossa natureza humana? Dessa forma, como podemos fazer isso a um ser santificado se não possuímos o poder de Deus?”. Nós nascemos limitados e até o fim de nossa vida humana seremos imperfeitos, mas isso não quer dizer que Deus não possa estar, e de modo completo, dentro de nós. E novamente pode surgir outra pergunta: “Como Deus pode estar de forma integral dentro de nós?”. A resposta é simples: através da Eucaristia, uma vez que por meio desse sacramento Cristo estará vivo em nossa essência, espiritualmente e fisicamente. A união de seu divino poder ao nosso amor pela Santa Maria nos capacita em protegê-La como nossa Filha. Esse poder de Jesus dentro de nós é o poder do amor que somente se manifesta por obras em nome d’Ele, como Ele mesmo disse.

Esse modo de proteger a Nossa Rainha envolve o que dizemos a respeito d’Ela aos outros, o que também fazemos por Ela e, especialmente, a forma com que nos dirigimos nos momentos de oração. Por esses motivos é que precisamos da Eucaristia para poder e saber protegê-la, pois somente com Jesus dentro do nosso coração é que aprenderemos a amar. Proteger Nossa Senhora é procedermos como Cristo deseja, ou seja, cuidando constantemente e com muita atenção do sensível Imaculado Coração de Maria, não deixando que A ofendam por meio de blasfêmias. Nesse caminho, igualmente, não A entristecendo com gestos que contrariam a paz. Finalmente, mantendo também a precaução de não decepcioná-La chamando-A de Mãe somente quando precisamos da ajuda d’Ela. Quem cuida do Coração de Maria, A trata como sua Filha, visto que, nesse caso, a felicidade d’Ela se tornará a de seus protetores: Deus e nós. E, tudo isso, em nome do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

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AMAR POR AMOR

 

Em todos os momentos críticos de nossa vida precisamos e devemos pedir ajuda ao Céu, sendo inadequado deixarmos de lado esse divino apoio. Existe, da mesma forma, a necessidade de que oremos pelos outros em situações semelhantes. O próprio Cristo, Nosso Senhor, em suas palavras, disse que possuindo fé, podemos e temos que pedir quando necessitarmos de auxílio. A Santa Maria, Nossa Imaculada Mãe, do mesmo modo nos informou sobre essa possibilidade em suas aparições pelo mundo. Entretanto Eles fazem questão que entendamos que a gloriosa razão de nossa existência neste planeta é, usando como exemplo o modelo de vida seguido pela Santa Rainha, a obtenção da salvação pondo em prática os planos do Pai para cada um de nós, com a nítida presença d’Ela, de Jesus e do Espírito Santo em nossa vida. Portanto cada ser humano tem uma missão específica e alicerçada em um padrão que é a evangelização. Cada qual cumpre a sua missão através de suas possibilidades, aptidões e experiências. O processo de evangelização deve ser enraizado no amor. Essa missão cumprida apenas pela divulgação formal dos importan-tíssimos ensinamentos de Jesus de forma imperativa e rígida não está correta, na medida em que a tarefa somente será completa quando estiver mergulhada no amor. Alguns trechos do novo testamento podem ter duas ou mais interpretações, e é nesse momento que o amor faz a diferença, tanto no indivíduo que divulga como no que escuta, no sentido de transmitir e entender a passagem de forma correta. Desse modo, o evangelizador tem duas tarefas: a primeira é de preparar o ouvinte para receber a palavra com amor e a segunda é de transmiti-la com esse sentimento. Não basta haver amor somente de um lado enquanto o outro está duvidando ou questionando os assuntos de braços cruzados. Tão importante quanto a divulgação é a preparação do filho de Deus que irá ouvir a verdadeira mensagem que veio do alto.

Em relação aos fundamentos do assunto “amor”, precisamos observar o modo como eles estão vinculados às preces de pedidos de graças de nossos irmãos em Cristo. Nessa trilha, percebemos muitos comentários a respeito da Imaculada Rainha, dizendo que Ela é importante e eficaz em certas situações, ou que basta pedir em tal dia comemorativo, ou, ainda, que se deve prometer a Ela isso ou aquilo. O elo contido nesses comentários que une o devoto à Nossa Santa Mãe é, em quase todos os casos, o assunto “graça”, porém, a palavra “amor”, quando dita, permanece muitas vezes com seu significado distorcido nesses momentos. Consciente, e do mesmo modo inconscientemente, Nossa Senhora nunca pode ser associada a um tipo de “fada madrinha” destinada a levar nossos pedidos ao seu divino Filho, sendo, assim, também lembrada somente nas horas difíceis. Ela é Mãe, e nos aproxima do poder de Jesus por amor, generosidade, bondade, entretanto, não, por nossos méritos ou promessas. Com esse sentimento incondicional, de forma pacífica, devemos também protegê-La contra determinados filhos de Deus, de nenhuma ou outras crenças, que A descaracterizam, desprezam, ou não A identificam como Mãe. Um dos lugares mais seguros para a Santa Maria permanecer protegida é dentro do nosso coração.

A medalha milagrosa para a realização de nossas grandes necessidades, presenteada pela Santíssima Virgem Maria à humanidade no ano de 1830 em Paris, indica principalmente que é uma medalha de amor. O fato de estar associada à intercessão para a obtenção de graças, junto a Cristo, vem enfatizar esse gigantesco sentimento para conosco. Apesar de tudo, caso não estivesse atrelada às orações de pedidos, mesmo assim deveríamos usá-la com a mesma devoção, na mesma intensidade, visto que o amor de Nossa Santa Mãe é muito mais importante do que a concessão de qualquer tipo de graça. O seu materno amor foi o responsável pela elaboração da linda medalha, o que inspirou a forma carinhosa das aparições na época, sendo esse sentimento o que nos torna, entre outras razões, seus autênticos filhos. O amor d’Ela é o que deve ser observado em primeiro lugar e, também, por ser tão imenso, é o que deve ser notado novamente em segundo lugar. Da mesma forma, juntamente o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

De nossa parte, um coração que contém um amor realmente desinte-ressado, de doação, verdadeiro, é capaz de servir por servir, sem querer nada em troca, nem mesmo a paz ou o amor em compensação, porém apenas a felicidade de nossos irmãos vivos e falecidos, da Santa Maria e da Santíssima Trindade. A felicidade d’Eles deve ser mais relevante do que a nossa tão necessária salvação, devendo ser o sentido da nossa vida, porque é o sentido do amor. A salvação é importantíssima e devemos buscá-la utilizando toda a nossa energia e capacidade, uma vez que Jesus deu sua vida com esse propósito. Contudo, observando fundamentalmente o tema por outro ângulo nessa mesma análise, é importante dizer que o espírito que possui um amor realmente incondicional, não mantém o foco principal na própria salvação, mas, sim, no amor, porque Cristo, antes de tudo, morreu por amor. O objetivo na morte de Jesus foi a salvação de toda a humanidade, entretanto o motivo desse objetivo foi o amor. Se no futuro seremos dignos ou não da salvação quando morrermos, apesar de ser um assunto muito pertinente, não devemos priorizá-lo utilizando muitas vezes um amor forçado como combustível para nos levar a esse fim. Devemos apenas “amar por amor” e não por medo ou investimento. Os fiéis católicos devem participar da santa missa por amor. No momento da sagrada comunhão, principalmente, fazê-la com muito respeito, receptividade e concentração; agradecendo também com fervor a alternativa de um dia poder conseguir a salvação e estar junto d’Eles que tanto amamos, tendo em mente que possuir um lugar no paraíso não deve ser a causa, todavia, por outro lado, uma possível linda consequência, pois a causa é o amor. Caso não existisse a partir de um determinado instante a possibilidade da salvação, em âmbito geral, e também a concessão de graças às necessidades da vida humana, todos os católicos deveriam continuar procedendo exatamente como fazem em relação aos ensinamentos de Jesus, em razão, apenas, do amor d’Ele, que já é o suficiente.

Sobre as santas devoções ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, a nossa postura deve ser a mesma anteriormente colocada. Jesus tornou-se visível em um convento na França em 27 de dezembro de 1673 e nos dois anos seguintes, aparecendo sempre à irmã Margarida Maria Alacoque. Ele nos presenteou com um santo convite à prática da devoção ao seu Sagrado Coração. A devoção tem como base a Eucaristia, ocorrendo sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Dessa forma, quando o fiel completar nove sextas-feiras consecutivas, será abençoado com doze promessas. Por sua vez, assim como declarado em Portugal em 1917, a Santa Rainha reapareceu em 10 de dezembro de 1925 à irmã Lúcia em um convento na Espanha, convidando-nos, com detalhes, à prática de outra santa devoção, que deve ser dirigida ao Imaculado Coração de Maria. Essa devoção, além da intenção em favor da conversão dos pecadores, tem como objetivo principal a reparação de cinco tipos de blasfêmias, que são cometidas contra o Coração de Nossa Santa Mãe, procedentes de pessoas que não conhecem o significado das palavras: amor, maternidade e respeito. Entre outros procedimentos importantes como: a confissão, as orações do terço do Rosário, a meditação em seguida de todos ou parte dos seus mistérios com o propósito de desagravá-la, a devoção também tem como base a sagrada comunhão, presente sempre no primeiro sábado de cada mês. Assim que o devoto completar a prática em cinco sábados consecutivos, será também abençoado com uma importante promessa. Nas duas devoções citadas estão presentes: uma promessa, no caso referente ao Imaculado Coração; e várias promessas ao final, em relação ao Sagrado Coração de Jesus. Apesar de todas serem muito relevantes, podemos efetuar os procedimentos desses convites apenas pelo fato d’Eles nos amarmos e, também, não os encerrando ao totalizar nove primeiras sextas-feiras e cinco primeiros sábados, porém, efetuá-los sempre. Infelizmente, se não houvesse promessas ao término das práticas, nem tantos cristãos as realizariam até o final por falta de motivação. Portanto, mesmo sem intenção, é necessário não fazermos confusão com os componentes formadores das nossas emoções, tendo em vista que o amor não pode acabar se tornando uma espécie de “moeda”, porque ele é o “rei dos sentimentos”, sendo aquele que comprova a existência de Deus.

 

·      Em conclusão, para nós humanos, o correto é darmos de forma autêntica prioridade aos gestos de caridade, à felicidade de Nossa Santa Mãe e da Divina Trindade seguindo o evangelho de Jesus, realizando também os passos das santas devoções citadas e observando os direcionamentos da Igreja, deixando a expectativa de alcançarmos a nossa necessária salvação nas mãos do Criador.

 

·      E por amor, para Eles, a felicidade é que tenhamos a salvação.

 

Assim, é para essa sintonia de amor verdadeiro, entretanto, não, de prioridades, contida quando unidas as duas ideias anteriores, que Deus criou o universo, pois também em consequência dessa sintonia é que reconhecemos emocionalmente, e não apenas racionalmente, que Ele também habita em cada um de nós.

 

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A EUCARISTIA É A MISERICÓRDIA,

HUMILDADE E O AMOR DE DEUS

DE FORMA PALPÁVEL

 

A palavra eucaristia tem origem grega e significa “ação de graças”. No universo católico esse termo denomina o mais importante dos sacramentos, que não somente representa, entretanto também fisicamente manifesta o amor divino de forma completa e humilde. A misericórdia e o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo estão concretamente presentes na hóstia consagrada, sendo o próprio corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Existem alguns cristãos que frequentam continuamente as celebrações, incluindo as do período semanal, porém, embora racionalmente convictos da existência do Deus vivo de modo espiritual e também material no Pão e no Vinho, não possuem a mesma correspondência de modo emocional a essa certeza. A partir dessa segunda perspectiva, a configuração nessas almas tomou a forma de um pão bento, como encontrado nas importantes solenidades em referência a santos ou outras intenções. Com toda certeza, esses filhos do Criador não estão cientes da amplitude do amor divino. Mesmo sendo muito difícil identificar esses casos, a instrução adequada para essas pessoas emocionalmente equivocadas, consiste no aconselhamento de que mentalmente alterem a última palavra dita pelo sacerdote, na santa missa, logo após a consagração. Nesse momento, o celebrante, em grande parte das vezes, conclui dizendo com ênfase a expressão: “Eis o mistério da fé!”, que pode, com toda propriedade, ser substituída em nosso espírito por: “Eis o mistério do amor!”. Isso é possível porque a verdadeira fé é fruto desse sentimento.

A fé possui dois componentes, sendo que o primeiro é baseado na razão e o outro na emoção. Os fiéis que possuem uma fé enraizada na lógica, portanto embasada na tradição familiar ou na cultura, não estão solidamente vinculados à essência de Deus. A fé desses irmãos em Cristo é instável, apesar de, certas vezes, aparentar ser inabalável. As informações baseadas na lógica, por mais estruturadas e consistentes que sejam, são muito frágeis, visto que a própria lógica pode as destruir quando aplicada inadequadamente. Isso quer dizer que se alguém, por intervenção familiar ou cultural, decidiu ou foi conduzido a ser católico por conta de determinadas razões, pode a qualquer momento deixar de ser em consequência de falsos motivos elaborados em razão das tristezas da própria vida e de outras, sendo todos eles de natureza cognitiva. Nesse pensamento podemos afirmar que ser católico não é uma questão de inteligência por meio da análise racional de conceitos e fatos, entretanto, muito pelo contrário, ou seja, mediante, então, da edificação sustentada pelo amor divino. Desse modo, estamos falando do segundo componente da fé que é a emoção. Esse detalhe citado, quando formador do alicerce da fé, é capaz de torná-la invulnerável, na medida em que não há conclusão, conjectura ou comprovação que consiga romper o elo de amor com a Santíssima Trindade. Se a verdadeira fé procede do amor e, por sua vez, sendo este um sentimento, então podemos sentir espiritualmente e fisicamente a presença do Filho do Altíssimo na sagrada comunhão. Esse processo que foi mencionado não se explica, apenas se sente.

Jesus sempre foi autêntico em tudo o que dizia. Além dos ensinamentos específicos sobre como devemos nos situar diante da vida e de Deus, Cristo, em sua visível sinceridade, tinha o objetivo de mostrar que se alguém disser algo com a razão, que diga também com o coração. Isso se refere a tudo que é pertinente ao comportamento cristão, incluindo o sacramento da Eucaristia. Portanto o amor é o mais significativo atributo emocional e Deus fará o possível para que esse sentimento habite nos corações de todos. Nós, da mesma forma, devemos nos esforçar para possuí-lo, caso não o tenhamos. Esse entendimento citado é muito relevante, porque a vida humana é uma das mais importantes consequências do amor divino, tendo como propósito perpetuar esse sentimento criador e modificador através das gerações, por meio da afirmação de que nada ocorre por acaso, uma vez que o próprio Senhor age em nós, se manifestando em nossos atos para que o seu reino contenha o maior número possível de filhos, com o objetivo final da salvação fundamentada no amor e, não, no interesse ou temor. Nessa trilha em especial, as palavras do Evangelho ganham vida, as biografias dos santos possuem um admirável sentido, as igrejas ficam mais semelhantes à morada eterna por meio da luz do Sol refratada pelos vitrais; e para qualquer lugar que olhemos neste mundo, é possível notar a presença da Santa Maria juntamente com seu Filho nos abençoando. O amor é capaz de fazer com que os vejamos nas nuvens, nas árvores, no mar, nas paisagens, nos sorrisos das crianças, nos sonhos, nos gestos e, com maior nitidez, em toda e qualquer forma de verdade que proporcione, de modo desinteressado e transparente, o bem comum, porque o amor é a verdade de Deus e, Deus, é a verdade do amor.

 

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 “Enchei os corações dos vossos fiéis

e acendei neles o fogo do vosso amor”

 

Neste mundo, possuímos várias fontes de informações para que ocorra a nossa evolução, porém nenhuma delas se compara ao amor divino. Para algumas pessoas pode parecer imprecisa essa afirmação, pois dizem que, nesta vida, o sofrimento é o maior responsável por nos ensinar a viver, dando-nos muita experiência para enfrentar e suportar as dificuldades futuras. De fato, quando estamos deprimidos analisamos com atenção, mesmo que involuntariamente, as variáveis que envolvem a tristeza do momento, verificando as causas e todos os detalhes da situação. Também observamos os outros em seus problemas, nos colocando no lugar deles e vice-versa. Entretanto, o sofrimento apenas aumenta a nossa receptividade às informações, não caracterizando, dessa forma, uma fonte, por outro lado, por meio do amor é que conhecemos a frequência específica para a sintonia com a verdade absoluta de Deus.

O nosso espírito já foi criado para receber informações divinas pelo canal do amor. A Santíssima Trindade caracterizou esse meio com muita clareza. Por essa razão existe o fogo do Espírito Santo, sendo, acima de tudo, o gerador da luz do amor. Portanto a terceira pessoa da Santíssima Trindade é a expressão desse sentimento do Pai e também do Filho. Vale dizer que a Trindade sempre existiu, pois não ocorreu primeiramente a vinda do Pai e depois do Filho ou do Espírito Santo, todos compõem juntamente a mesma existência, não havendo início. O amor divino caracteriza o núcleo de tudo o que podemos, ou não, imaginar de modo material e espiritualmente. Não é correto definir a Santíssima Trindade sem falar de amor.

A insubstituível Imaculada Santa Mãe do Céu foi a escolhida para receber esse puro amor e ser a responsável direta pela vinda do Deus Filho ao mundo. O amor foi recebido por Ela através da santa luz que iluminou sua alma. Por esse motivo é identificada como a sempre Virgem Maria. De outro modo, o sentimento contido nessa luz também nos foi presenteado pelo Batismo. A sabedoria do amor do Espírito de Deus está por toda parte e precisamos sempre permanecer em sintonia com essa verdadeira fonte de conhecimento. A partir dessa integração, aprendemos a viver de acordo com o objetivo do Criador para a espécie humana. Em consequência, despretensiosamente e sem perceber, aprendemos de modo específico a perdoar, doar, consolar e cooperar. Jesus Cristo, quando esteve neste mundo como um ser humano, repetiu essa mensagem de amor incondicional e caridoso de várias formas diferentes, por meio de palavras e gestos. A misericórdia é uma das mais claras demonstrações de amor que o Filho de Deus poderia nos proporcionar. Nessa questão, Nossa Senhora aceitou ser a mãe de Deus, porque seu coração sabia o significado do verbo amar. Precisamos adquirir o hábito de regularmente analisar as nossas emoções e ações para sabermos se estão de acordo com o projeto do Criador. Para efetuar essa análise podemos contar com o auxílio dos sete dons do Espírito Santo.

O primeiro dom é a Sabedoria. Ela nos enriquece com valiosas instruções para que saibamos ajudar o próximo em intensidade e forma, sendo um dos papéis principais da vida cristã; dando-nos, também, a noção exata a respeito de quem deve ser por nós diretamente apoiado, ou apenas orientado para um acompanhamento específico, uma vez que nesse último caso e sem intenção, poderíamos piorar a situação se optássemos por agir isoladamente. Desse modo, observamos que antes de auxiliar o nosso irmão espiritualmente ou no plano material, por exemplo, é necessário também termos consciência de como intervir, atuando de forma presente ou ausente, conforme as nossas especialidades procedentes da terceira pessoa da Santíssima Trindade. Esse dom também nos permite observar os mistérios divinos com mais clareza, colaborando na caminhada para o entendimento a respeito do “porquê” e “para que” nos foi dada a vida de presente. O segundo dom é a Inteligência, conhecido também como “Entendimento”, que é responsável por estruturar e priorizar as informações de modo adequado, com o olhar de Deus, dentro de cada assunto, seja em âmbito espiritual ou, não, ou seja, moral, social e assim por diante para todos os segmentos, sem exceção. Constantemente devemos orar para que o Espírito Santo sempre mantenha o nível de nossa inteligência, principalmente quando possuirmos uma idade avançada, para podermos sempre proceder de forma correta e contínua com relação aos ensinamentos contidos no evangelho. O terceiro dom é o Conselho, sendo muito pertinente em duas características. A primeira tem como objetivo recebermos do Espírito de Deus o aconselhamento em situações que envolvem tentações, para nos afastarmos delas e prosseguirmos no sentido contrário, que é o sentido do amor. A segunda relevante característica consiste em nosso repasse desses conselhos divinos para os nossos irmãos em Cristo, quando se defrontarem com tentações similares. Nesse repasse, o dom citado também nos capacita com a habilidade de convencimento, através da retórica, clareza e objetividade. O quarto dom é a Fortaleza. Esse dom nos dá o impulso e a resistência nos momentos oportunos. O impulso é necessário quando estamos, por falta de auxílio, desestimulados para desempenhar o plano de Deus. Dessa forma, se torna o responsável por nos dar a iniciativa de colocar em prática algo que somente existirá ser partirmos com determinação e firmeza para a ação. A resistência também possui um papel muito importante, sendo responsável por manter uma já iniciada prática de serviço para a construção do reino, nos momentos em que a nossa energia não está no nível que deveria, fruto do desgaste físico ou emocional. Esse dom que nos dá e mantém a força, não compreende somente os incentivos em âmbito físico pelo impulso e resistência, contudo, também, a motivação por meio da essência do amor, possuindo como meta manter o vínculo de fé em caráter espiritual. O quinto dom é a Ciência, que consiste em um relevante atributo para desempenharmos as boas obras em Cristo segundo a sua vontade. Esse dom em especial, nos disponibiliza um grande número de informações para serem aplicadas em temas abstratos e concretos, tendo o propósito de padronizarmos as situações que envolvem a nossa vida em sociedade, com o objetivo principal de desenvolvermos e aprimorarmos importantes procedimentos que visam o bem-estar coletivo em suas diversas áreas, priorizando as ações de caridade e evangelização. O sexto dom é a Piedade. Ela possui dois significados pertinentes e necessários: o primeiro sentido da palavra expressa a religiosidade de modo específico ao louvor a Deus; e o segundo significado representa a compaixão pelo próximo. Nesse último sentido, observamos duas consequências, sendo que uma leva a caridade gerada pelo sentimento de pena pelos mais necessitados e, a outra, dirige ao perdão pelo reconhecimento do arrependimento de quem nos prejudicou. O sétimo e último dom é o Temor a Deus, que não pode ser confundido com medo, tendo em vista que Deus é amor e não um ditador. O propósito desse dom é enfatizar que o Rei do Universo está acima de nós e que, fundamentalmente, não nascemos para o egoísmo, entretanto, pelo contrário, para concretizar, respeitando todos os seus detalhes, o perfeito plano de evangelização enraizado no amor comunitário; sendo, Ele, então, nosso instrutor e juiz, apontando para o correto e único caminho adequado em busca da paz.

Mesmo já adultos, por conta de nossa inteligência finita, somos ainda como crianças quando o assunto é a verdade do amor. Assim, precisamos seguir o modelo que a Santa Maria trilhou para que Deus nos mantenha sempre em sintonia com a sua essência.

O nosso sangue possui vários componentes, sendo que alguns em quantidades significativas, contudo, a água é, sem dúvida, o mais presente. Façamos, então, o possível para que essa água se torne benta, assim como aquela utilizada em nosso Batismo, para que os fundamentos do amor do Espírito Santo reinem em cada célula de nosso corpo durante o resto de nossa vida humana, na medida em que nascemos para isso.

 

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O AMOR E A FELICIDADE CAMINHAM

POR ESTRADAS DIFERENTES

 

Aprender a amar incondicionalmente é mais importante do que ir em busca da felicidade. Isso não quer dizer que não devamos ser felizes. Quando alguém diz que o motivo de seu amor por Jesus Cristo é resultado do fato d’Ele, como pertencente à Santíssima Trindade, ter lhe concedido a existência, ou em razão da manutenção das condições gerais que lhe permitem a sobrevivência, ou por ter efetuado especificamente um milagre de cura ou oportunidade, não está ciente de que, apesar de grato e realmente amá-Lo, não O compreende emocionalmente de forma integral. Devemos de fato possuir esse sentimento por conta de todos esses magníficos detalhes, contudo deveríamos também mantê-lo de modo incondicional.

Quando pregava, Cristo fez muitos milagres e promessas com os propó-sitos de ajudar-nos em nossas grandes dificuldades e também a fim de despertar a nossa atenção às suas palavras de amor. O objetivo principal, em razão da vida definitiva, era de que nos convertêssemos à verdade de Deus. Caso Ele não tivesse efetuado tais curas e também prometido futuras recompensas, pouquís-simos fiéis seguiriam a sua divina teoria de amor. Em todos os momentos da vida, nós possuímos o hábito de fazermos a famosa pergunta: “O que eu vou ganhar com isso?”. Note o exemplo da maioria das crianças nas escolas que estudam muito, porém não para internalizar o que é correto e adequado para o seu futuro pessoal e profissional, mas, sim, para conseguir notas suficientes para passar a um novo ciclo. Assim também ocorria, de outra forma, no tempo de Jesus tal como ocorre agora. Além de ser um salvador, Cristo é amor, sendo, portanto, suas palavras tão importantes quanto o prêmio da salvação. O mundo possui uma péssima distribuição de renda por conta dessa mesma pergunta sobre recompensas: “O que eu vou ganhar com isso?”. A preocupação exagerada com a felicidade faz com que o indivíduo se distancie do amor. Contudo, ao longo de nossa história, podemos até notar evidências nítidas originadas de momentos de felicidade em consequência dele e isso significa que o trecho da “estrada” que nos traz esse sentimento original (amor), nesse momento, situa-se em paralelo e próximo ao trecho da estrada da felicidade. Entretanto nem sempre os trechos citados estão nessas condições. Para caminharmos sempre na verdade devemos optar pela estrada do amor, que é, sem dúvida, a estrada de Deus. Em outra perspectiva, se caminharmos na estrada da felicidade desprezando a existência da fundamental, podemos acabar nos afastando da trilha do real aprendizado emocional. Assim, corremos o risco de não chegar a lugar nenhum, na medida em que esse caminho, por si só, leva a um tipo de bem-estar sem raiz, o bem-estar social e material sem a benção de Deus.

          Muitas e muitas pessoas espalhadas pelo mundo perguntam: “Qual é o segredo para se alcançar a felicidade?”, mas a grande dúvida da humanidade deveria ser outra: “Qual é o segredo que faz Deus nos amar tanto, a ponto de enviar o seu Filho para ser cruxificado por nós?”. O Criador nos colocou no mundo com dois objetivos: a fim de que aprendamos e, depois, ensinemos a amar. Todo tipo de caridade, seja por gestos, palavras ou donativos é consequência desse entendimento. Deus enviou seu Filho para nos presentear com uma incomparável prova de amor, se doando por cada um de nós até a morte. Amar é um forte vínculo emocional com o outro, desejando, entre outras coisas, que nada de ruim lhe aconteça. O ruim para Deus é tudo o que nos distancia d´Ele, mas o problema é que o ruim para nós é tudo o que nos afasta de nossas próprias espectativas.

          Quando vivemos caminhando na estrada do amor entendemos o sentimento que a Santa Maria tem por nós. Esse sentimento é capaz de fazer com que nos lembremos d´Ela nitidamente como Mãe, ao ponto de esquecermos de lhe pedir para que nos interceda por graças. Trata-se de um amor contagiante pelo próprio amor, livre de qualquer interesse, embora, Ela, faça questão que, mesmo assim, peçamos auxílio por nossa própria intenção e pelos outros irmãos em Cristo. O verdadeiro amor desinteressado não tem nada a ver com ganhar, mas, sim, com perder. Quem ama dessa maneira o próximo, Jesus Cristo e a Imaculada Rainha não se importa em perder, porque se doando por Eles, estará se doando por, para e pelo amor. Essa é a verdadeira doação incondicional que não deseja nada em retribuição, nem mesmo mais amor ou a garantia da salvação. A vida eterna envolve um assunto muitíssimo relevante que compreende o motivo da difícil e dolorosa passagem de Jesus por este planeta, mas o amor divino em nós gerando frutos de caridade, em decorrência desse mesmo santo e incomparável sacrifício do Filho de Deus, deve ser maior do que o nosso interesse próprio pela salvação. Nesse modo de interagir, desejamos que os outros merecedores se salvem primeiro, visto que estaremos esvaziados de nós mesmos.

          A nossa parte consciente busca a felicidade, porém a parte inconsciente nasceu para o amor, embora, originalmente, esteja ainda bem longe dessa meta, em consequência dos instintos. O sentimento desinteressado em questão é identificado quando a satisfação do outro é a nossa satisfação de modo solidário, sendo a própria mistura com os princípios do Filho do Altíssimo que ocorreu por meio da fé consequente de suas palavras ricas em amor. E por fazer parte da Santíssima Trindade, nos ilumina com a intensa luz do Espírito Santo, a perfeita sintonia com o pulsar do coração de Deus Pai e, ainda, tudo isso, no colo de Maria.

          E por que Nossa Senhora é tão importante quando o assunto é caminhar na estrada do amor? Em primeiro lugar porque é a Nossa Santa Mãe. Em uma segunda ótica porque, Ela, foi humana como nós e por isso a sua imaculada trajetória de vida se torna o nosso precioso exemplo, quando o objetivo é a evolução. Assim como a Rainha da Universo, estamos também em um patamar inferior ao da Divina Trindade, fazendo, dessa forma, com que a Mãe da humanidade, além de ser nossa referência para evoluirmos e chegarmos um dia ao seu lado, seja também a melhor intercessora com relação ao grande aprendizado a respeito das várias características que compõem a verdade completa do amor, que é Deus. Ela é sem dúvida a professora mais indicada para essa tarefa, porque foi a escolhida para ser a Mãe e educadora do Salvador, a Mãe do eterno Amor.

 

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SENTIMENTO CONTRA SENTIMENTO

 

Desde o momento de nosso nascimento estamos sob influência de nossos instintos. Esses estímulos involuntários nos levam a cometer atos positivos e negativos para nós e também para a sociedade. Muitas reações intensas são procedentes de grandes impulsos. Estes movimentos, em muitos casos, não possuem originalmente uma característica destrutiva, entretanto podem acabar sendo prejudiciais se alguém ou algo se opor radicalmente a eles. Portanto os impulsos são como crianças dentro de nossa mente nos empurrando com muita determinação para a realização de um objetivo. Por outro lado, existe uma voz oculta interior resultante de nossa educação e experiências de vida vinculadas aos padrões culturais, juntamente com a razão e outros elementos internos que nos auxiliam com o propósito de atingirmos o equilíbrio. Quando percebemos que estamos tentando a todo custo impedir esses movimentos instintivos, notamos que os mesmos estão nos levando, mesmo sem intenção, a um caminho nocivo ao qual chamamos de pecado.

Observando a nossa história de vida, notamos que nem sempre possuímos condições internas de enfrentar uma grande provação e caminharmos no sentido oposto ao dela. Então, o que poderemos fazer para vencermos, mesmo que gradativamente, de acordo com o caso, qualquer tipo de tentação? A resposta está na Eucaristia. Ela contém o sentimento que muito auxiliará na luta contra qualquer impulso negativo por mais intenso que seja. Esse sentimento citado é o amor divino. Ele está presente de forma gigantesca no corpo e no sangue de Jesus Cristo sacramentado. O amor é tão imenso que além de possuir o poder de superar qualquer provação, ainda nos concede, caso permitirmos, a imunidade no sentido de nos deixar longe de grande parte delas.

Então basta comungar e pronto? Não. Em primeiro lugar é preciso estar preparado por meio da catequese da Igreja Católica e respeitar regularmente os seus preceitos. A segunda necessidade é saber com o coração e não apenas com a razão que Deus é amor. Não adianta usar a Eucaristia como um remédio, pois Cristo não é um mago, na medida em que nesse entendimento seria apenas, então, como um instrumento para lhe ajudar em certos casos de dificuldade. A Santíssima Trindade, por outro lado, é muito mais do que isso, ou seja, Ela é o começo e o fim. Absolutamente nada pode conter essa incomparável caracte-rística existencial se não pertencer completamente a tudo o que estiver associado ao sentimento de amor. A presença real divina é importantíssima para essa conscientização. Nossa Santa Mãe, Maria, tinha condições emocionais de entender isso, portanto foi escolhida para ser a Mãe de Deus. Ela não mede esforços para nos levar até a verdade sobre a essência do sentimento que cria, protege, consola e, antes de tudo, perdoa. Entre as intenções contidas no coração do Criador está a ideia de “amar por amor”. Assim, sem qualquer dúvida, o fiel absorve essa suprema característica contida na Eucaristia de modo desatrelado a qualquer pretensão material, mesmo que nesse instante esteja também pedindo por graças pertinentes à limitada natureza humana. Por meio do Espírito Santo, esse filho de Deus conseguirá organizar tais assuntos e estará junto do Altíssimo incondicionalmente, envolto ao amor que vencerá as tentações, tornando-o mais puro e livrando-o também de pensamentos egoístas que atrapalham a construção do reino que Jesus tanto mencionava. Esse cristão será capaz disso porque estará certo de que Deus caminhará com ele, uma vez que o Criador saberá que não está sendo usado, porém, apenas amado. Deus Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo em sua unidade estão mais próximos do que muitos cristãos imaginam. A presença constante de Maria Santíssima em nossas vidas não deixa dúvidas sobre essa realidade para quem A acolhe como Mãe. Nós, católicos, não somos os donos da verdade, mas, com certeza, o Dono dela está dentro de nós. A verdade está no amor. A verdade está na Eucaristia.

 

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APARIÇÕES E PARÁBOLAS

 

Para Deus, o “modo de dizer” é tão relevante quanto o que está sendo dito. A verdade divina é identificada em todos os detalhes de suas mensagens. Cristo alimentou os seus discípulos com ensinamentos baseados no amor, já que estes continham a sua verdade. Essas informações eram transmitidas, em muitos casos, por meio de parábolas que induziam o ouvinte a traduzir o contexto. Caso o discípulo não estivesse receptivo às mensagens, jamais as compreenderia. O som das palavras de Jesus chegava aos ouvidos daqueles que estavam próximos, porém não bastava estar perto e atento, era necessário ter a motivação para permanecer integralmente presente e traduzir em âmbito emocional a infor-mação. Para decodificá-la, não devemos usar a razão, entretanto somente o coração. Somente com amor é que entenderemos informações que possuem amor. Ele não queria transmitir a ideia de ser líder para a construção de um reino de vencedores no plano material, mas a proposta de ser um irmão que ajudaria na construção de um reino de amor.

Isso não ocorria somente na época em que o Filho de Deus estava presente como um homem no mundo, contudo é observado também em nossa época, onde o mesmo Cristo está presente em forma de alimento na Eucaristia. Atualmente a sua verdade, de modo textual, é encontrada na Bíblia Sagrada, todavia, apesar de inquestionavelmente relevante sua leitura diária, grande parte da mesma verdade é notada nos acontecimentos de nossa vida diária. Deus fala conosco o tempo todo e devemos sempre estar atentos às suas mensagens. O Altíssimo evita se expor claramente por causa de uma magnífica razão: para que nós façamos um movimento a fim de que, com isso, O busquemos, tendo em vista que as mensagens, prodígios e sinais exigem, em sua natureza, o esforço de quem os envia e de quem os recebe. Isso é importante porque Deus é amor. Dessa forma, Ele não invade a nossa vida obrigando-nos a segui-Lo. Portanto, se Cristo se manifestasse de tal forma que instantaneamente todo o planeta, há dois mil anos ou agora, se convencesse de que Ele é o Salvador, onde estaria, nesse caso, o amor? Embora podendo, o Filho de Deus não quis e não quer ser visto como um mago, que a partir de um gesto de sua mão transforme a vida de um indivíduo a fim de caminhar, como já dito anteriormente, hipnotizado em sua verdade, porém muito pelo contrário, Ele quer que a conversão ocorra de modo independente, e para isso deseja que nos ajudemos mutuamente através da evangelização.

As aparições de Jesus Cristo e da Virgem Maria ao longo do tempo através dos vários séculos continham as mesmas características das parábolas existentes no livro sagrado, pois ocorriam de forma que alguns acreditavam e muitos outros não. O “acreditar”, no caso das aparições, possui o mesmo propósito comporta-mental do “entender” em relação às parábolas. Nossa Senhora apareceu várias vezes em Fátima, Portugal, no ano de 1917, contudo apenas e sempre para três crianças. Mesmo abençoando, então, através do poder da Santíssima Trindade, milhares de pessoas com milagres e prodígios fantásticos em 13 de outubro daquele ano, não quis que a multidão A visse.  Em outro exemplo, podemos lembrar que no século anterior a esses acontecimentos a Imaculada Rainha apareceu algumas vezes e somente para a noviça Catarina Labouré em 1830 no altar de uma igreja em Paris, onde na ocasião nos presenteou com um modelo de uma medalha de amor para que pudéssemos pedir por ajuda, no sentido de que Ela intercedesse por nós ao seu Filho. Essa medalha ficou conhecida como milagrosa e Nossa Senhora das Graças foi um dos títulos que a Santíssima Mãe da humanidade recebeu por esse ocorrido. Cristo apareceu a irmã Margarida Maria Alacoque no século XVII em um convento na região da Borgonha, França, relatando detalhes sobre o infinito amor de seu Sagrado Coração, entretanto não se manifestou para qualquer outra pessoa do local.

Em vista desta perspectiva em associar aparições a parábolas, novamente notamos que é necessário que aprendamos a amar para, depois, então, receber-mos amor. E para aprendermos isso é necessário que nos esvaziemos de tudo o que nos distancia de Deus. O que nos deixa longe do Altíssimo é o nosso egoísmo, ambição e ódio, porém, pelo contrário, o que nos aproxima d´Ele é a nossa solidariedade, humildade e misericórdia. Existe uma única frequência para entrarmos em sintonia com a dimensão que nos traz a paz. Essa maravilha possui o ritmo do pulsar do Sagrado Coração de Jesus, sendo o mesmo do Imaculado Coração de Maria, coincidindo também com a precisa frequência das ondas do imenso oceano de amor, caracterizando assim sem dúvida, o próprio Pai Criador.

 

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DEUS SENTIU MEDO POR AMOR

 

Qualquer medo começa no cérebro e pode terminar no aparelho digestivo, tornando-se, dessa forma, aparente por meio de uma somatização, caracterizada através de uma dor ou outro tipo de incômodo nessa região. O oposto do medo é a tranquilidade, que Deus quer que comece no aparelho digestivo e termine no coração, pertencente a um fiel que recebeu o Pão da Vida, o Pão Eucarístico.

A precisa e total explicação dos vários mistérios do plano de Deus à humanidade com a ajuda analítica de nossa inteligência finita é impossível, porém os segredos específicos contidos no amor divino podem ser facilmente aceitos e, igualmente, por outro modo, compreendidos. Quando pensamos com a razão, tornamos restrita a consciência da essência e da amplitude do amor de Deus, na medida em que devemos pensar nesses enigmas usando o coração. A lógica foi, então, substituída pelo amor. A infinita inteligência do Criador trata todos os assuntos de maneira mais exata do que a própria ciência matemática, a ponto de torná-la inexata sob uma perspectiva distinta à limitação humana. Nós achamos que tudo pode ser compreendido somente com a razão, entretanto Deus deseja que compreendamos a sua verdade de um modo especial, desenvolvendo a intuição. De posse dessa luz cercada de amor não pode haver o medo.

Cristo, possuindo também uma natureza humana, sentiu muitíssimo medo na noite anterior à morte. Portanto Deus, como homem e por opção, passou por essa grande provação para dizer que nos ama, para dizer também que nós não precisamos sentir medo, pois Ele abriu os portões para a salvação de toda a humanidade, sob a condição de apenas continuarmos o projeto de amor destinado a cada um de nós desde o nascimento. O medo que Deus Filho sentiu fez com que mostrasse o quanto se importa conosco. Ele nos dá o exemplo de vencermos o medo como venceu, se concentrando em sua essência espiritual atrelada ao verdadeiro amor.

A morte se encontra na relação dos maiores medos dos seres humanos. Desse modo, somente a consciência correta da natureza divina nos dá condições de expulsar esse sentimento de insegurança, associado ao pavor, como Jesus procedeu através da oração. O Criador sabe que a nossa característica humana faz com que sintamos medo por motivos diferentes em muitos momentos. Essa condição nos foi atribuída para que desenvolvêssemos a fé em seu amor, esperando, antes de tudo, a compreensão do projeto divino, ao invés da espera de uma eventual solução específica do modo como imaginamos. Em outras palavras, Ele quer que confiemos no sentido existencial maior que possui características aparentemente inexplicáveis, e que façamos isso sintonizados no sentimento que sempre alimentou por nós. Deus quer que aceitemos os acontecimentos e, entendendo, no mesmo momento, que fazemos parte d’Ele; querendo também que ultrapassemos a barreira da matéria e vivamos, ainda mesmo como humanos, em total comunhão com a realidade celeste. Entretanto para isso é necessário quebrarmos uma espécie de muralha de ordem cultural criada durante a nossa formação, tendo em vista que somente respeitando a necessidade de observarmos as situações da vida com o coração é que poderemos vencer esse obstáculo. Não procure forças para ultrapassar essa barreira na racionalidade, mesmo com a ajuda de intelectuais, pois nesse caso a mesma poderá dobrar de tamanho. A resposta está dentro de cada um de nós e essa solução poderá fazer parte de nossa vida consciente se nos esforçarmos em resgatá-la. A Eucaristia é sem dúvida o melhor modo de entendermos a grandiosidade da dedicação e do afeto de Deus, uma vez que ela existe de modo palpável graças a essa bondade.

Algumas pessoas dizem: “O meu problema não tem solução”, contudo esses indivíduos possuem a ilusão de que podem contar apenas com a cognição para achar as soluções. Além disso, o Criador tem condições de resolver uma dificuldade humana por meio de infinitas soluções, inclusive de resolver o problema sem “resolvê-lo”, fazendo o indivíduo perceber a relevância por continuar com o obstáculo propositalmente e, com isso, ser agraciado, apesar da dor, com o conhecimento do significado divino das palavras “vida” e “compaixão”; notando também, nesse sentido, que outras pessoas com o mesmo sofrimento também choram muito além dele, podendo, assim, em cada caso, serem efetivamente consoladas por ele. E finalmente saber que devemos ser gratos por tudo o que temos. Nessa perspectiva, juntamente, agradecermos os problemas que não temos. Reconhecer a possibilidade de poder facilmente se desfazer, por gestos de solidariedade, daquelas “pequenas” coisas que possuímos, já que para outros, essas mesmas, muitas vezes desprezíveis, são fundamentais. Assim, de posse dessa outra perspectiva, perceber que, sem a colaboração de nossa intuição, não somos capazes de conhecer algo que seja realmente importante em âmbito divino e, por essa ausência, também não chegarmos à conclusão de que o medo não é nada em comparação ao amor de Deus, que, por sua vez, é tudo. Não tenha medo de seguir o plano do Altíssimo, não tenha medo, então, de ser filho de Deus.

 

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 “Por Cristo, com Cristo e em Cristo

 

Por Cristo devemos evangelizar ;

com Cristo podemos comungar ;

em Cristo saberemos como a Eucaristia internalizar.

 

 

 

Por Cristo devemos suportar ;

com Cristo podemos perseverar ;

em Cristo saberemos não especular, nem cobrar.

 

 

 

Por Cristo devemos aprender ;

com Cristo podemos orientar ;

em Cristo saberemos repreender sem julgar.

 

 

 

Por Cristo devemos melhorar ;

com Cristo podemos pacificar ;

em Cristo saberemos errar sem nos depreciar.

 

 

 

Por Cristo devemos repartir ;

com Cristo podemos consolar ;

em Cristo saberemos como sentir e perdoar.

 

 

 

Por Cristo devemos participar ;

com Cristo podemos cooperar ;

em Cristo saberemos ofertar sem olhar.

 

 

 

Por Cristo devemos vossos sinais perceber ;

com Cristo podemos criar ;

em Cristo saberemos agradecer e nunca desconsiderar.

 

 

 

Por Cristo devemos ornamentar ;

com Cristo podemos presentear ;

em Cristo saberemos como Maria agradar.

 

 

 

Por Cristo devemos renascer ;

com Cristo podemos nos reestruturar ;

em Cristo saberemos perder por amar.

 

 

“Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso,

na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória,

 agora e para sempre.”

 

Amém

 

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A seguir, existem dois vídeos no Youtube que fazem lembrança

à Maria Santíssima sob o título de Nossa Senhora Aparecida.

 

Clique abaixo para assistir o primeiro vídeo que contém uma canção

interpretada por Dina Cruz, com arranjo de Ana Maria Cavalheiro Canéo

e musicalização de Cláudio Mauriz.

 

Depois volte a este site e clique no outro vídeo, logo em seguida,

que nos permite rezar o Pai-nosso, como se estivéssemos

dentro do Santuário Nacional de Aparecida.